Foi um livro que gostei bastante, tendo ele 300 páginas e eu ter demorado 3 dias a lê-lo, para quem não gosta de ler aconselho a ver o Filme inspirado no livro. Foi um livro que me marcou bastante, tendo uma mensagem mais especial não devemos perder o amor que temos no presente com medo do passado, porque depois poderá ser tarde para vive-lo.
É uma história que reúne um homem e mulher com vidas totalmente opostas, mas ambos com dolorosas perdas sentimentais. Theresa, divoricada e mãe de um adolescente, é colaboradora de um jornal em Boston, onde escreve sobre relações entre pais e filhos. Garret é professor de mergulho e vive na Orla Costeira, onde possui um veleiro denominado Happestance, que foi restaurado por ele e pela falecida mulher, Catherine.
O que faz com que as suas vidas se cruzem é uma série de mensagens que ele lança ao mar em garrafas seladas, cartas que transmitem amor e a saudade e todos os sentimentos de uma perda. Durante umas férias passada á beira-mar, theresa virá um dia encontrar uma dessas garrafas, obcecada pela beleza e estranheza do achado vai tentar descobrir a verdade acerca de um homem e as suas memórias.
Após ela ter decidido ir ao encontro de Garret ,em Wilmington, saberia que o mais certo era ela voltar para casa no dia seguinte, mas nesse encontro ele acaba por convidá-la ir dar uma volta de barco, e a partir daí a curiosidade e as coisas em comum nunca mais os separaram, tanto ele como ela já há 3 anos que não se sentiam atraídos por ninguém. Theresa passando os cinco dias, teve que voltar para Boston, mas as chamadas eram habituais e o amor e chegavam a por algumas dúvidas quanto á distância mas o amor e a paixão que os unia era mais forte, e quando dava Theresa ou Garret iam passar um fim de semana ou a Boston ou Wilmington pouco depois Garret já conhecia Kevin o filho de Theresa dando-se muito bem os dois.
Até que um dia Garret estava a passar um fim de semana em Boston na casa de Theresa, quando encontra as cartas que ele tinha escrito para Catherine, com uma mistura de confusão e raiva por ela lhe ter escondido aquilo desde o ínicio, revoltado eles discutem e ele faz as malas e volta para casa.
Theresa decide ir atrás dele até Wilmington, onde decide acabar a relação dizendo que ele estava demasiado agarrado ao passado e que apesar do amor dos dois ele ainda não tinha esquecido o passado e enquanto isso não mudasse, ela não poderia andar sempre a perguntar se estaria a altura de Catherine. Saindo rápido da casa de Garret antes que perdesse a coragem e voltasse atrás no que tinha dito.
Passando alguns meses Theresa recebe um telefonema do Pai de Garret, Jeb , pedindo que ela passasse por Wilmington para conversarem, era um assunto que não poderia falar por telefone. Theresa não pensa duas vezes e apanha o avião, tendo ir á casa de Garret onde estaria Jeb. Jeb apavorado, começou a contar que Garret decidira ir ao mar sabendo que haveria uma tempestade, e que não tinha regressado com vida.
Theresa nesse momento foi como o mundo lhe tivesse caído em cima, e perguntando a si mesma o porquê de ele saber que o mar estava perigoso e mesmo assim ele teria ido.
Ela tentou restabelecer uma rotina, organizando de novo a vida para esquecer a dor da sua perda, quando foi abrir a correspondência tinha lá uma garrafa com uma *carta dentro, que tinha sido enviada por Garret. Nessa Carta ela teve todas as respostas que pretendia.
*Querida Theresa,
Consegues, perdoar-me?
Num mundo que eu raramente compreendo, existem ventos de destino que sopram quando menos esperamos. Por vezes sopram com a violência de um furacão, outras vezes mal os sentimos no rosto. Mas os ventos não podem ser negados, trazendo como muitas vezes trazem um futuro impossível de ignorar. Tu, minha querida, és o vento que eu não antecipei, a rajada que soprou com mais força do que eu alguma vez imaginara possível. Tu és o meu destino.
Eu fiz mal, muito mal, ao ignorar o que era óbvio, e peço que me perdoes. Como um viajante cuidadoso, tentei proteger-me do vento e perdi a alma em troca. Fui estúpido ao ignorar o meu destino, mas até os estúpidos têm sentimentos, e acabei por perceber que tu és a coisa mais importante que tenho neste mundo.
Eu sei que não sou perfeito. Cometi mais erros nos últimos meses do que alguns cometem numa vida inteira. Fiz mal ao agir da maneira como agi quando encontrei as cartas, tal como fiz mal ao esconder a verdade sobre aquilo que estava a acontecer comigo em relação ao meu passado. Quando corri atrás de ti na estrada e também quando te vi partir no aeroporto, soube que devia ter-me esforçado mais para te deter. Mas mais que tudo, fiz mal ao negar o que era óbvio no meu coração: que não sou capaz de continuar a viver sem ti.
Tinhas razão em relação a tudo. Quando estávamos os dois sentados na cozinha, eu tentei negar as coias que dizias, mesmo sabendo que elas eram verdadeiras. Tal como um homem que olha apenas para trás numa viagem através do país, eu ignorei o que estava á minha frente. Perdi a beleza de um nascer do Sol que estava para vir, o encanto da antecipação que faz a vida vaer a pena. Fiz mal ao proceder dessa maneira, em resultado da minha confusão, e gostava de ter percebido isso mais cedo.
Agora, porém, com os meus olhos postos no futuro, vejo teu rosto e oiço a tua voz, certo de que esse é o caminho que devo seguir. É o meu mais profundo desejo que tu me dês uma oportunidade. Como deves ter imaginado, tenho a esperança de que esta garrafa faça valer a sua magia, tal como aconteceu uma vez, e que de alguma maneira nos volte a juntar.
Durante os primeiros dias depois de teres partido, quis acreditar que poderia continuar a viver como sempre tinha vivido até então. Mas não posso. Sempre que assistia a um pôr do Sol, pensava em ti e nos tempos maravilhosos que tivemos juntos. Sabia no meu coração que a minha vida nunca mais seria a mesma. Queria-te de volta, mais do que imaginara possível, e no entanto, sempre que te invocava, ouvia as tuas palavras na nossa última conversa. Por mais que te amasse, sabia que nada iria ser possível a não ser que nós os dois tivéssemos a certeza de que eu me dedicaria inteiramente ao caminho e seguia em frente. Estes pensamentos continuaram a perturbar-me até ontem ao fim da noite, quando a resposta finalmente veio ter comigo. Espero que depois de ta contar, ela seja tão importante para ti como foi para mim:
No meu sonho vi-me na praia com Catherine, no mesmo sítio onde te levei depois do nosso almoço no Hank’s. Estava-se bem ao sol, os raios reflectindo, brilhantes, na areia. Á medida que caminhávamos ao lado um do outro, ela escutava com atenção enquanto eu lhe falava de ti, e de nós, dos momentos maravilhosos que partilhávamos. Finalmente, depois de alguma hesitação, admiti que te amava, mas que me sentia culpado por causa disso. Ela não disse nada imediatamente mas continuou simplesmente a andar até que por fim voltou-se para mim e perguntou-me:-Porquê?
-Por causa de ti.
Ao ouvir a minha resposta, ela sorriu para mim divertida e pacientemente, como costumava fazer antes de morrer.-Oh, Garret – disse ela por fim, tocando ternamente no rosto-, quem é que pensas que lhe levou a garrafa?
Quando acordei senti-me vazio e só. O sonho não me trouxe alívio. Pelo contrário, fez-me doer por dentro por causa do que eu tinha feito a nossa relação, e comecei a chorar. Quando finalmente me recompus, sabia o que tinha de fazer. Com a mão a tremer, escrevi duas cartas :aquela que tens na tua mão neste momento, e uma para a Catherine, na qual eu finalmente digo o meu adeus. Hoje, vou sair com o Happestance para lançar ao mar, como fiz com todas as outras. Será a minha última carta – Catherine, à sua maneira disse me para seguir em frente, e eu decidi escutar. Não só as palavras dela, mas também a vontade do meu coração que me levou de volta para ti.
Oh, Theresa, lamento muito, mas mesmo muito, ter-te alguma vez magoado. Para a semana irei a Boston com a esperança de que encontres uma maneira de me perdoas. Se calhar é tarde de mais agora. Não sei.
Theresa, eu amo-te e amar-te-ei sempre. Estou cansado de estar sozinho. Vejo as crianças a chorar e a rir enquanto brincam na areia, e percebo que quero ter filhos contigo. Quero ver Kevin transformar-se num homem. Quero segurar a tua mão e ver-te chorar quando ele finalmente escolher uma noiva, quero beijar-te quando os sonhos dele se realizarem.
Mudar-me-ei para Boston se me pedires, porque não posso continuar desta maneira. Fico doente e triste sem ti. Sentado aqui na cozinha, rezo para que me deixasses voltar para ti, desta vez para sempre.
Garret



























